Quando o “Tá Bom Assim” enfraquece o testemunho: Um chamado à excelência para Deus. Não é só sobre fazer, é sobre como fazemos: tudo para a glória de Deus.
Vivemos em uma época em que tudo é feito com pressa. Muitas vezes ouvimos e até repetimos a frase: “o importante é fazer, mesmo que não fique perfeito”. Em parte, isso é verdade, pois não fazer nada também não resolve. Porém, quando falamos do serviço no Reino de Deus, somos chamados a refletir: estamos apenas cumprindo tarefas ou estamos realmente glorificando a Deus com o que fazemos?
A Palavra de Deus nos orienta claramente: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens” (Colossenses 3:23). E ainda: “Quer vocês comam, quer bebam, ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1ª Coríntios 10:31).
Esses textos bíblicos nos mostram que a excelência não se limita ao púlpito, ao louvor ou a grandes projetos. Ela deve estar presente em cada detalhe da nossa vida cristã: no atendimento ao próximo, na organização de um evento, na forma como falamos com as pessoas e até nas tarefas mais simples. Tudo o que fazemos também comunica quem é o Deus que servimos.
É importante entender que excelência não é perfeccionismo. Deus não espera que sejamos impecáveis, mas que sejamos dedicados, responsáveis e comprometidos. Excelência é dar o melhor que podemos com os recursos, o tempo e as capacidades que Deus nos concedeu. É fazer com zelo, com amor e com senso de responsabilidade, sabendo que estamos servindo ao próprio Senhor.
Quando fazemos algo de qualquer maneira, corremos o risco de transmitir a ideia de que aquilo e até mesmo as pessoas envolvidas, não são tão importantes. Mas quando nos esforçamos para fazer bem feito, mostramos respeito, valorizamos o próximo e glorificamos a Deus através das nossas atitudes. Nosso serviço se torna também um testemunho.
Outro ponto importante é que Deus nos permite viver em um tempo de muitos recursos. Hoje temos acesso a ferramentas, treinamentos e tecnologias que podem melhorar a qualidade do nosso trabalho. Usar esses recursos com sabedoria também faz parte da excelência. Não é falta de espiritualidade buscar aprender, se capacitar e utilizar boas ferramentas; isso também é mordomia cristã, é administrar bem aquilo que Deus coloca em nossas mãos.
Ao mesmo tempo, precisamos ter equilíbrio. A busca pela excelência não deve nos levar ao orgulho nem à comparação com os outros. Cada um serve conforme o dom que recebeu, e Deus se agrada quando fazemos isso com um coração sincero. A excelência começa no interior, na motivação, antes de aparecer no resultado final.
Por isso, vale a pena refletir: como temos servido ao Reino de Deus? Temos feito apenas para cumprir uma escala, uma função ou uma obrigação, ou temos feito como quem oferece algo ao Senhor? Pequenas mudanças de postura podem transformar completamente o impacto do nosso ministério e do nosso testemunho cristão.
Que possamos entender que servir com excelência é uma forma de adoração. É dizer, com atitudes, que Deus merece o nosso melhor. Não porque Ele precise, mas porque nós reconhecemos quem Ele é e tudo o que Ele já fez por nós.
Que em tudo o que fizermos, seja grande ou pequeno, possamos fazer para a glória de Deus.
Por jornalista Márcio Batista
Foto: (SholDesigng) Reprodução / Divulgação
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